A Polícia Civil prendeu, na terça-feira (19), um homem de 27 anos acusado de traficar medicamentos de uso controlado. Uma farmacêutica também é investigada no caso por fornecer seus dados para a compra dos medicamentos e receber vantagens econômicas por isso.
De acordo com o delegado Cleyson Rodrigo Brene, da 3ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), a equipe investigava a receptação de uma serra de esquadria, quando acabou descobrindo o tráfico das drogas. Ao irem até o endereço onde as evidências apontavam a presença da máquina, no apartamento de Leandro Roberto da Silva, bairro Quisisana, eles encontraram não só a máquina, mas também uma grande quantidade de medicamentos controlados.
Ao todo, foram apreendidas 30 caixas com 30 comprimidos cada de medicamentos como: Sibutramina, Clonazepam, Diazepan, Bromazepam e Lorazepan, medicamentos para emagrecer e ansiolíticos, basicamente.
“O morador liberou a nossa entrada e confessou o furto da máquina, que estava na garagem do prédio. Nos chamou a atenção a presença dos remédios em cima da mesa e ao questionarmos, ele informou que comprava as caixas, com o carimbo de uma farmacêutica, e que de posse dos medicamentos de uso restrito ele, ao invés de encaminhar o produto a farmácia, revendia em redes sociais”, esclarece o delegado.
Ao verificar o celular do suspeito, os policiais encontraram inúmeras conversas entre o investigado e seus clientes, inclusive em grupos. A procura também era grande.
Todos os medicamentos constam na Lista de Substâncias consideradas Drogas pela Portaria 344/ 1988 da Anvisa. “Por essa razão ratificamos o flagrante por tráfico de drogas”, explica.
A farmacêutica Cláudia Andreia Santos Caixeta Araujo Galvão de Carvalho também se apresentou a delegacia. Segundo Cleyson, ela recebia uma porcentagem sobre as vendas e confessou isso em seu depoimento.
Antes de liberar a farmacêutica, para responder ao inquérito em liberdade, o delegado fez a apreensão do carimbo dela, que estava no carro de Leandro.
“Na distribuidora, cada caixa de remédio custava em média R$ 10, de acordo com as notas fiscais, e eram revendidos por R$70,00”, explica o delegado.
A polícia, o rapaz afirmou que estava fazendo o comércio dos medicamentos a apenas 20 dias. Leandro já tem passagens pela polícia e, inclusive, é um dos presos da Operação Fabulas, desencadeada pela Polícia Civil em 2012, onde traficantes escondiam cocaína em capas de livros.
Os trabalhos de investigação seguem para a conclusão do inquérito e ao final a prisão preventiva da farmacêutica pode ser solicitada.
O delegado vai ainda investigar os clientes do investigado que poderão ser responsabilizados, que serão intimados para prestar esclarecimentos. Cleyson deve ainda denunciar a suspeita ao Conselho de Farmácia.
A equipe que atuou no caso é formada pelo delegado, pelos investigadores Fillipe e Nicole, e o escrivão Paulo Emílio.