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Poços de Caldas

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Poços 2020: que as políticas culturais continuem se efetivando

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João Alexandre Moura é o primeiro secretário municipal de Cultura de Poços de Caldas.
João Alexandre Moura é o primeiro secretário municipal de Cultura de Poços de Caldas.

Pensar Poços de Caldas para os próximos quatro anos nos remete a palavras como planejar e sonhar. Mas e o que já foi feito? E as políticas públicas implementadas? Estão sendo cumpridas? Ou serão abortadas e assassinadas nos próximos anos?

O setor cultural da cidade, que possui uma das maiores produções do interior do Brasil com grandes artistas, grupos, bandas, produtores e movimentos culturais, vive um momento de efetivação das políticas culturais. Os editais públicos criados em 2013 trouxeram transparência e democracia ao recebimento de propostas artísticas, a criação da Secretaria Municipal de Cultura em abril de 2015 atendeu uma reivindicação de mais de 30 anos dos agentes culturais, a implementação do Sistema Municipal de Cultura em abril de 2015 e a habilitação do mesmo junto ao Ministério da Cultura em setembro de 2015 abrem novas possibilidades de recursos para o setor cultural e com a efetivação da Secretaria de Cultura o ano de 2016 trouxe o primeiro orçamento exclusivo e autonomia financeira e institucional à pasta. O conselho de cultura tornou-se deliberativo e mais participativo nas decisões, a lei de incentivo à cultura e suas reformas tributárias está possibilitando uma maior captação e provavelmente em 2016 atinja o maior volume de recursos de renúncia fiscal da história desta legislação de financiamento cultural, mesmo em um cenário de crise econômica o empresariado local vem se conscientizando da importância de atrelar o nome da sua empresa a projetos culturais e fiscalizando por meio da renúncia, aonde o imposto que ele paga está sendo aplicado.

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O sonhar é importante, o planejar é fundamental, mais o efetivar e continuar efetivando uma política de Estado como o Sistema Municipal de Cultura é primordial, uma política que se propõe ultrapassar governos, vaidades e alguns poucos produtores que se auto-intitulam donos da cultura e de eventos culturais criados e financiados com dinheiro público. Se for público é do povo, dos artistas, dos fazedores de cultura e dos movimentos culturais.

Que o sonho efetivo da cultura de Poços continue se consolidando para os próximos anos, independente de João, José e Marias. Que a Divisão de Cultura não retorne para dividir, que a cultura não seja jogada aos cantos do Turismo e da Educação, mas que ambas as áreas trabalhem de maneira transversal compreendendo a função de cada uma e a interface de todas, que a área da cultura jamais seja comparada à arcaica política do pão e circo, mas como um setor estratégico, desenvolvimentista, gerador de trabalho, renda, turismo, formador de opinião, crítico, de preservação de nossa memória e acima de tudo humano e criativo.

Que a cultura passe longe dos choques de gestão e abortos de políticas públicas, que o sonho planejado há décadas, e que se efetivou, continue efetivando-se e jamais seja assassinado. Uma cidade melhor reconhece e valoriza sua cultura, identidade e as expressões artísticas de seu povo. Vida longa à Secretaria de Cultura e às políticas públicas de cultura.

 

* Graduado em Geografia e Sociologia, especialista em Geografia, pós-graduado em Gestão Cultural e Mestre em Desenvolvimento Sustentável e Políticas Públicas. Militante cultural, foi diretor de cultura da Secretaria de Turismo entre 2013 e 2015.  Primeiro secretário municipal de Cultura de Poços de Caldas, cargo que exerce desde abril de 2015.



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