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Autora de racismo deixa o presídio após audiência de custódia

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Uma mulher de 64 anos, presa por racismo contra uma enfermeira da Policlínica, foi beneficiada com a liberdade provisória após audiência de custódia. O crime foi registrado na última sexta-feira (19).

De acordo com o boletim de ocorrência, a autora foi presa por volta das 9h quando, ao procurar por atendimento, ofendeu uma servidora, dizendo que não queria ser atendida por uma “enfermeira preta”. A vítima disse que estava analisando os documentos da autora, para encaminhá-la para consulta quando ocorreu os insultos.

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Mesmo com o relato da vítima e das testemunhas, a autora negou o crime de racismo, dizendo que pediu apenas para falar diretamente com o médico, por já estar com consulta agendada e se sentir incomodada com a demora no atendimento.

A mulher foi presa e após ser ouvida na delegacia teve a prisão em flagrante ratificada e foi encaminhada ao presídio.

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Sábado (20), ela passou por audiência de custódia. Em seu depoimento a autora disse que as pessoas bateram palmas quando ela foi presa, não se aprofundando sobre ter ou não cometido o crime.

O juiz Maurício Ferreira Cunha, após analisar o caso, optou pela liberdade provisória, mediante medidas cautelares. Ele pontuou que “apesar dos elementos darem conta da autoria e materialidade da prática delituosa, bem como sem embargo da atitude repugnante da flagrada, verifica-se que esta é primária, possui residência fixa e, por problemas de saúde, faz uso de inúmeros medicamentos controlados, razão pela qual mostra-se prudente a concessão de liberdade provisória, mediante a fixação de medidas cautelares diversas da prisão”.

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Com isso a mulher deixou a unidade prisional ainda na noite de sábado. Ela está proibida de falar com a vítima ou chegar a 100 metros dela. Ela não pode ainda deixar a cidade por mais de oito dias.

Vítima

A vítima do racismo usou as redes sociais para falar do caso e agradecer o apoio que recebeu. Ela contou que trabalha no local há 38 anos e que embora o caso tenha repercutido, essa não foi a primeira vez. “Em menos de um ano é a terceira vez que passo por isso no mesmo local por pessoas desse tipo. Se tivéssemos a presença de um segurança no local poderia ser menos doloroso e as pessoas desse tipo teriam mais respeito conosco. Ainda estou muito mal psicologicamente”, desabafou.

Ela comentou ainda que a autora chegou a duvidar que a polícia fosse até o local, por acreditar que sairia impune.

 

 

 

 




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