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Projeto resgata histórias silenciadas da comunidade LGBTQIA+ do sul de Minas

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Estudantes organizam “Acervo de Memória e História do Orgulho LGBTQIA+ no Sul de Minas” (Foto: Arquivo do Projeto Amhor)

Amhor é acróstico para “Acervo de Memória e História do Orgulho LGBTQIA+ no Sul de Minas”, nome dado ao projeto de extensão da Unifal-MG criado com a finalidade de construir um acervo virtual sobre a história e as memórias desse público.

“A escolha do nome, Amhor, se relaciona com valores políticos que o grupo defende como forma de assumirmos a universidade como lugar da alteridade, do respeito à diversidade e ao amor com compromisso político em defesa das vidas que circulam na cidade de Alfenas e em outras ao seu redor”, conta Marta Gouveia de Oliveira Rovai, professora do curso de História e coordenadora do projeto junto a André Luiz Sena Mariano, professor do curso de Pedagogia.

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Segundo ela, o projeto é consequência de atividades desenvolvidas por outro grupo multidisciplinar de estudos durante a pandemia, o qual se chamava “Gênero, Diversidade e Afeto”. “O projeto Amhor foi criado de forma presencial, ainda com caráter multidisciplinar, para aproximar mais as pessoas e falar de questões pessoais e sociais. Mas não só isso. Ele tem como objetivo construir um acervo virtual sobre a história e as memórias do orgulho LGBTQIA+ no sul de Minas”, relata.

Constituído por 18 acadêmicos dos cursos de Ciências Sociais, Farmácia, Geografia, História, Letras, Odontologia e Química, o grupo de estudos do projeto atua no levantamento e catalogação de documentos cedidos pelo Movimento Gay de Alfenas (MGA) e em entrevistas com pessoas do movimento LGBTQIA+ dentro e fora da Unifal-MG.

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“Pretendemos, por meio das entrevistas orais, preparar os/as discentes para o trabalho de pesquisa com história oral, produzir fontes sobre a comunidade e disponibilizá-las publicamente, contribuindo para o reconhecimento do direito à memória e à história, num exercício de produção de história pública”, ressalta a professora Marta Rovai.

Todas as quartas-feiras pela manhã, o grupo se reúne para realizar estudos, catalogar, digitalizar documentos e elaborar as entrevistas. Conforme a coordenadora do projeto, o grupo desenvolve estudos sobre temas relacionados a gênero, sexualidade, acervos virtuais, memória, história oral, amor público, entre outros. “Além de permitir um trabalho de melhor qualidade, esses estudos dão instrumentos para a produção de um minidocumentário e um livro a ser publicados no ano de 2024, de forma coletiva”, anuncia.

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Os integrantes também mantêm contato com pessoas do movimento LGBTQIA+, externas à Universidade, para as entrevistas, além de conversar com membros de outros acervos virtuais, ligados a museus e outras universidades. “Membros das comunidades LGBTQIA+ são convidados a conversar com o grupo, contando suas histórias e apresentando suas demandas. Eles também serão convidados a contribuir na escrita do livro e na feitura do documentário, além de eventos envolvendo debates públicos, como a Semana da Diversidade que será realizada em conjunto com o MGA, o Diverges e cursos de saúde da Unifal-MG”, detalha.

A catalogação do material passa ainda pela análise das narrativas que constam nos livros “Que possamos ser o que somos (2019)” e “Sob nossa pele e com nossas vozes” (2022), escritos pela própria professora Marta Rovai junto ao movimento LGBTQIA+, e de documentos como jornais, documentos oficiais, fotografias e artigos, relativos ao MGA e ao movimento.

“No acervo virtual será disponibilizado um roteiro afetivo do movimento LGBTQIA+, a partir de suas histórias, além da elaboração de propostas de aulas junto a professores/as da rede pública, que serão convidados no segundo semestre a dialogar com o grupo”, explica.

Parte dos integrantes do grupo de estudos com a professora Marta Rovai (Foto Arquivo/Projeto Amhor)
Valorização

Entre os aspectos relevantes da investigação do grupo, a coordenadora destaca as fontes de pesquisa encontradas. “O mais importante a observar e que temos percebido é um montante enorme de fontes para a pesquisa sobre a história LGBTQIA+, tirando do silenciamento a sua trajetória”, enfatiza.

“Há um material riquíssimo que servirá como documentos para pesquisas, além de que sua publicização mostrará o reconhecimento público dos eventos envolvendo a história silenciada”, complementa.

Conforme a professora Marta Rovai, o trabalho coletivo e solidário do grupo enquanto desenvolve a pesquisa e faz os debates também merece reconhecimento. “Estamos falando de uma maioria de pessoas LGBTQIA+ no grupo, que se sente acolhida e valorizada na universidade”, frisa.

Na opinião da coordenadora, o projeto assume um papel de relevância não apenas para o movimento, mas para a população do sul de Minas. “O projeto é fundamental para o rompimento com o silêncio histórico da população LGBTQIA+, uma vez que produz debates públicos e permite o acesso a documentos que podem servir para pesquisas, para as aulas e, principalmente, para o reconhecimento do direito à memória, à história e à vida plural e diversa”, afirma.

Integram o projeto os estudantes André Luís Teotônio Teixeira, José Luiz Alves Neto, Ana Beatriz de Melo Ambrósio, Mariana Silva de Sá, Mateus Lopes, Geovanna Morgado da Penha, André Gustavo Fernandes de Castro, Elisa Maria Prado, Júlia Moraes Coelho, Luiza Zane Deponti, Karla Aparecida Siqueira, Paulo Ricardo Passos Rezende, Luara Conceição Santos, Marcos Régis Batista da Costa Joice Guimarães Silva, Augustine Araújo Khair, Gian Carlo Camilo Telles e Letícia Maria Polidoro Abelo. (Fonte: Unifal-MG)

Para saber mais: https://www.unifal-mg.edu.br/portal/

 




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