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“Agentes de trânsito foram condicionados a trabalhar para fazer multas”, declara Sansão

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Sansão também comentou a instalação dos radares da João Pinheiro e a implantação de projetos de educação no trânsito.

Marcos Tadeu Sala Sansão é formado em Engenharia Agrônoma e pós-graduado em Administração Pública e Gerência de Cidades. Atualmente, lidera a pasta de Defesa Social do município. Em entrevista ao Poços Já, o ex-vereador falou sobre a questão da Zona Azul, cuja implantação foi bastante criticada pela população, e das mudanças que pretende fazer à frente da secretaria.

Poços Já: Quais foram os erros e acertos da administração passada?

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Sansão: Eu identifico como acerto da administração passada a questão da Guarda Municipal. Na administração do Paulinho, a guarda não tinha nem uniforme  e hoje pode se dizer  que a GM é uma guarda equipada, embora ainda falte contingente. Porque só tem 83 guardas municipais, mas eles têm fardamento novo, motocicleta, automóvel, uma sede.

Outro acerto que acabou virando erro foi a implantação da Zona Azul. Obrigatoriamente, a Zona Azul tinha que ser implantada, ela era uma parceria entre a Prefeitura e a Associação Comercial e o executivo já havia informado pela Acia que ela não ia mais explorar esse tipo de estacionamento rotativo. Foi marcada uma data para que a Zona Azul fosse devolvida à Prefeitura. Esse procedimento foi correto, mas a Zona Azul foi implantada de forma totalmente errada. Por que? Porque a prefeitura esperou a Acia entregar para ela para tomar providências, sendo que já havia sido avisada disso há um ano e meio atrás.

A prefeitura já deveria ter feito licitação, contratação de agentes de trânsito e quando a Acia entregasse a Zona Azul, isso já estaria pronto. A implantação demorou tanto que foi agora, nos últimos dias de governo, que a Área 3 começou a funcionar e ela não foi bem planejada.

Poços Já: A instalação de radares, principalmente os da avenida João Pinheiro, também foi bastante questionada. O que você tem a dizer sobre isso?

Sansão: A questão dos radares foi um acerto da administração passada. Havia a necessidade da implantação de radar para diminuir a velocidade da avenida, aquilo lá era uma pista de corrida. Então diminuiu-se a velocidade, diminuíram-se os acidentes, mas a maneira com que foi implantada também foi errada. Por último foram colocados os semáforos com cronômetro, que deveriam ter sido a primeira coisa a ser feita, para que os motoristas tivessem noção de quanto tempo tinham para passar naquela via. Depois teve a questão do semáforo amarelo. Segundo a lei, em vias de ate 60 km, o semáforo amarelo tem que ter, no mínimo, quatro segundos. Lá foi colocado menos dois segundos. Isso foi um questionamento meu na Câmara que foi até no Ministério Público, porque foram mais de 45 mil multas em pouco tempo.

Poços Já: Qual o diagnóstico que você faz sobre a Secretaria de Defesa Social nos últimos quatro anos?

Sansão: A Secretaria de Defesa Social consiste em: agentes de trânsito, Guarda Municipal e Defesa Civil, sendo que a Defesa Civil é obrigatória ter em qualquer município e ela foi entregue a mim com apenas duas pessoas, um responsável pela Defesa Civil e um guarda municipal que estava ajudando. Além disso, o antigo secretário resolveu trabalhar sem voluntários. Ele negou trabalho voluntário na Defesa Civil e deixou só duas pessoas trabalhando. Então, quando teve aquela enchente foi um problema gigante, porque não tinha voluntário para ajudar.

Poços Já: O que você vai mudar no trabalho dos agentes de trânsito?

Sansão: Os agentes de trânsito estavam totalmente desestruturados. Quando cheguei na secretaria estava quase um motim, eles estavam desestimulados, um caos. Não tinham chefia, porque as pessoas que foram colocadas para chefiá-los não condiziam com a hierarquia deles. Quem tinha que tomar conta disso era o diretor de trânsito e ele terceirizou o serviço. O maior problema que tive com os agentes foi a própria maneira deles pensarem. Eles foram condicionados a trabalhar para fazer multas, eram avaliados pela quantidade de multas que eles aplicavam e não pelo serviço que eles faziam. Agora tivemos que corrigir isso porque tinha virado aquele negócio de indústria de multa, isso estava bem enraizado.

Poços Já: A própria Zona Azul será revista?

Sansão: Nós estamos revendo isso já. Eu e o Sérgio conversamos com o EXP e fizemos todos os pedidos que tínhamos que são a mudança do horário de sábado de 8h às 12h e, possivelmente, a mudança do horário da semana das 8h às 18h e não 18h30. Foi pedido também para que retirassem a Área 3 e a empresa pediu que se fizesse um estudo, porque no contrato foi assinado quatro mil vagas e temos que deixar esse número. O que vamos procurar fazer é, onde houve o excesso de vagas, em algumas ruas que entraram em bairros, estamos vendo a possível retirada ou adaptações que podem ser feitas dentro da área da Zona Azul.

Poços Já: Você já havia comentado sobre a possível implantação de um sistema de vídeos para monitoramento em locais da cidade, há alguma previsão para que isso aconteça?

Sansão: A previsão para a partir do segundo ano de mandato porque esse ano a gente prevê uma dificuldade financeira grande, então não conseguimos fazer investimento, a prefeitura conseguindo entrar nos eixos, a gente consegue fazer esse tipo de investimento.

Poços Já: Existe algum projeto que será trabalhado dentro das escolas?

Sansão: Sim, conseguimos um grupo de teatro de Poços que tem a Lei de Incentivo à Cultura aprovada e vai fazer teatro nas escolas ensinando trânsito para as crianças. A gente também vai tentar criar uma parceria com a OAB jovem para que sejam realizadas palestras para o ensino médio.



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