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Promessas de fim de ano

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promessasCaros amigos e leitores, antes de mais nada gostaria de desejar a todos boas festas de fim de ano, e um próspero 2014. E como todo final de ano, muitas ideias nos ocorrem, projetos, promessas, etc. E é exatamente esse o tema a ser abordado, por sugestão do jornalista e amigo João Araújo.

Me parece mesmo que o fim de ano torna-se um belíssimo pretexto para as pessoas acreditarem que, no ano que virá, tudo será diferente. Não raro, ouvimos promessas como: “ano que vem serei uma pessoa melhor”, “ano que vem ajudarei ao próximo”, “ano que vem vou fazer mais exercícios”. Todos nós já passamos por experiências do tipo. Haja ano que vem pra tanta promessa!

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Podemos pensar em alguns motivos para que isso aconteça, mas o principal motivo é exatamente a mudança do ano, que acaba por nos dar a sensação que podemos aproveitar a mudança do calendário pra ajustar outras coisas que não estamos satisfeitos em nós mesmos. Tudo se resume ao jargão: ano novo, vida nova. Fantasia. Ilusão. Ano novo, vida que segue.

De fato, o ser humano precisa mesmo de estabelecer certas fantasias, ou até mesmo ilusões, para conseguir lidar com uma vida rotineira e, muitas vezes, sem grandes emoções. E tais promessas natalinas e de virada de ano podem funcionar neste nível. Como eu já coloquei em outras ocasiões, fantasiar é algo extremamente comum e até benéfico, pois a fantasia funciona como uma reguladora, nos permite sonhar, dar cores a uma vida que muitas vezes se passa em preto e branco. É algo extremamente natural, e não pode ser condenável. No entanto, temos que tomar cuidado para não ”tomar o choque” da realidade, que não é um conto de fadas e nem um filme holiwoodiano. Viver em um mundo de fantasias pode prejudicar nosso funcionamento no mundo real, concreto, aquele no qual precisamos trabalhar para cuidar das despesas, e pouco tempo sobra para o lazer.

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Portanto, não quero (e nem posso) apenas criticar tais fantasias, desdenhando das promessas de fim de ano como se elas não tivessem valia alguma para o sujeito, pois como já vimos, a fantasia tem sua função e seu papel fundamental. Mas, sim, quero (e posso) trazer este tema à consciência e à reflexão. Será que estas promessas têm fundamento e coerência, ou são apenas promessas infundadas que ninguém pretende cumprir? O problema é que, no último caso, o fulano estaria enganando ninguém além dele próprio.

Neste contexto, lanço um questionamento bem simples, mas capaz de identificar se tais promessas são mesmo praticáveis ou se são apenas algum devaneio que segue ao clima de virada: Você conseguiria cumpri-las, não no ano que vem, mas ainda hoje? Ora, se for algo que você consegue cumprir, por que começar no ano que vem? No entanto, se for algo impossível de cumprir ainda esse ano, é pouco provável que também consiga ser cumprido no ano que vem. Uma promessa que realmente pode ser cumprida, não necessita de uma virada de ano pra que aconteça.

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Contudo, somos livres pra escolher o que fazer e quando fazer, e há coisas que podemos começar ainda hoje, mas simplesmente não queremos. Mas neste contexto, já não se trata mais de enganar a si mesmo, de pensar em mudanças que não somos capazes de fazer, mas sim de uma simples decisão: pretendo mudar, mas não agora. E saímos do nível de um “eu ideal”, que sonhamos, mas nunca conseguiremos cumprir, pra entrar no nível de um “eu real”, livre para fazer escolhas e tomar decisões.

Para finalizar, a presente reflexão pode ser resumida a uma pergunta: quando você faz promessas de fim de ano, tais promessas são apenas fantasias de uma realidade impossível, ou escolhas de uma realidade possível que você ainda não havia tomado? No fim das contas, a decisão sempre é sua.

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