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Agronegócio café

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café-de-montanha-500x333Preços baixos, manifestações e aumento da produção. Como pode um setor que está em crise continuar a aumentar a produção?

Diante das constantes manifestações do setor cafeeiro, não poderia deixar de relatar minha singela impressão quanto à sustentabilidade da cafeicultura. Porém, convido vocês a um olhar sobre o agronegócio café e não apenas sobre a produção.

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O agronegócio café nunca esteve tão bem, com aumento do consumo, mudança no padrão de consumo, com foco em cafés especiais e sustentáveis, investimento constante em tecnologia (antes, dentro e após a porteira) e ainda mudança no hábito de consumir café. As cafeterias estão se destacando cada vez mais, os cafés espressos estão tomando o mundo atendendo a uma demanda por praticidade.

Mas e a produção?

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A produção, no Brasil vive dois momentos, onde a cafeicultura mecanizada cresce e ganha cada vez mais competitividade e a cafeicultura de montanha parece ter atingido o ápice do ganho de produtividade para compensar os custos de mão de obra.

Desta forma, como agir para proteger uma região que perde em competitividade não por ineficiência, mas sim por uma condição topográfica?

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Uma breve visão poderia levar a conclusão de que: se a cafeicultura mecanizada é mais competitiva, não há o que ser feito, ficando assim a cafeicultura de montanha obrigada a buscar sua competitividade ou simplesmente fechar as portas, essa é a lógica de um mercado livre.

Porém essa lógica não pode ser analisada de forma tão superficial, pois não estamos falando de uma empresa que gera mil empregos. Estamos falando de um seguimento que gera mais de 8 milhões de empregos é o esteio econômico de mais de 400 municípios. Essa é a cafeicultura de montanhas.

É lógico que não é fácil a solução do problema. Também não é uma questão que dependa exclusivamente do governo para ser solucionada. Não se justifica dizer que devido a crise os fiscais do meio ambiente, do trabalho, devem agir de forma mais branda.

É preciso uma ação mais estruturada, conjunta, que apresente soluções fundamentadas e  um planejamento de longo prazo, pois a cafeicultura de montanha não pode simplesmente acabar.

É preciso aproveitar a crise para criar o novo.

*O autor é coordenador da divisão de Fomento Agropecuário da Prefeitura de Poços, professor universitário, consultor em gestão sustentável do agronegócio, técnico agrícola e administrador especialista em Cafeicultura Sustentável. Também foi, por três anos, diretor do programa Mídia Rural da TV Poços.

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