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Agregação de valor aos produtos agropecuários

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produtos-500x333Chegando ao supermercado a dona de casa se depara com uma embalagem de hortaliças minimamente processadas, prontas para lavar, temperar e comer. Ao lado está a seção de hortifruti com as alfaces, mandioca e batatas.

A dona de casa vive na era da conveniência onde o tempo é o produto cada vez mais escasso, seu dia se resume a diversas atividades que começam às 5h30 preparando o café e arrumando os filhos para a escola. Às 08h ela já está no serviço, onde passa o dia todo. À noite chega em casa por volta das 19h e terá que preparar o jantar e ainda deixar o almoço para o dia seguinte. Dessa forma, conveniente é o produto cada vez mais processado, industrializado e rápido. Ao mesmo tempo, a dona de casa moderna sabe que comer produtos industrializados não é saudável e busca criar hábitos alimentares que incluam o consumo de frutas, legumes e verduras.

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No campo, o produtor vê cada vez mais sua renda cair, suas margens ficarem menores mesmo com suas vendas crescendo. Na cabeça do produtor a conta feita é a seguinte: por que a saca de café produzida com muita dificuldade é vendida a menos de R$300,00, sendo que o café especial que ele produz é vendido a R$3,00 a dose? Ou seja, a cafeteria “vende” por algo em torno de R$ 15.000,00 a mesma saca.

A única resposta possível é que o presente e o futuro do agronegócio estão na agregação de valor, na conveniência e na sofisticação de produtos que antes eram comercializados em seu estado praticamente puro, quase rudimentar. Hoje o alimento virou um artigo que depende muito mais de serviços e tecnologia, que tem como objetivo facilitar a vida do consumidor, do que do alimento em si.

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Com tecnologias diversas, produzir no campo, me desculpem, é uma atividade simples. Não é preciso anos e anos de lida na terra para se tornar um produtor eficiente. O produtor tem que ver muito além da porteira, entender o comércio como um todo, saber ligar os elos da cadeia produtiva e assim repensar como criar valor.

É isso o que as empresas buscam quando criam máquinas de café expresso, produtos minimamente processados, redes de fast food.

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A pergunta é: os produtores continuarão a investir apenas em tecnologia de produção, buscando infinitos ganhos de produtividade? Acredito que o foco deveria ser a fatia do bolo onde os lucros são mais atrativos.

Até agora, estão produzindo e esperando que a dona de casa no final de um longo e cansativo dia tenha a consciência social de que se trabalhar mais duas horas irá preparar um belo jantar e ainda contribuir para a qualidade de vida no campo.

*O autor é coordenador da divisão de Fomento Agropecuário da Prefeitura de Poços, professor universitário, consultor em gestão sustentável do agronegócio, técnico agrícola e administrador especialista em Cafeicultura Sustentável. Também foi, por três anos, diretor do programa Mídia Rural da TV Poços.

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